Entrevista concedida à Léa Maria Aarão Reis

O homem de meia-idade é comumente chamado assim quando ultrapassa a fase de adulto jovem e na maturidade. Pelo menos assim eu vejo este tema e é a partir daí que eu vou colocar os meus conceitos.

Podemos dizer que ele não entrou no que se chama terceira idade. Está cada vez mais difícil delinear esta etapa, isto é saber-se quando deixou de ser jovem adulto e passou a ser um homem maduro.

O que consigo entende é que ao redor dos 40 anos aparece mais claramente o amadurecimento do homem. Este amadurecimento

Entrevista concedida a Luca Contro – Revista Men’s Health – 11/2011

Revista Men’s Health: Quais são os principais momentos da vida de um homem nos quais ele perde, ou sente menos motivação, para seguir tocando sua vida?

Luiz Cuschnir: Há várias áreas que podem propiciar a sensação terrível de perda, de fracasso e que podem chegar ao pensamento de que seguir tocando a vida é desalentador. Homens mais ligados a filhos ou em situações de rompimento de casamento e conseqüentemente da família que ele prezava, podem perder essa motivação. Em doenças crônicas que se prolongam ou mesmo as mais graves podem

Concedida a Carla Hosoi- Revista IG – 11/2011

Revista IG: O que vc acha desse depoimento do Justus: não acordo de madrugada porque não amamento, mas isso não me faz menos pai. É um pensamento que prevalece ainda? Faz sentido ainda pensar assim?

Luiz Cuschnir: Há fases diferentes quando falamos de homens mais jovens e mais velhos, assim como de homens com os primeiros filhos e outros com outros mais velhos. Isso sem falar da educação e paradigmas vigentes nessa época ou diferença de idade dos cônjuges. O que devemos ter em mente é que o aspecto que mais modificou

Concedida a Illana Ramos – Revista Mais de 50 – 11/2011

Revista Mais de 50: É realista acreditar que existe uma pessoa ideal para nós? Por quê?

Luiz Cuschnir: Ideal já parte do pressuposto que há alguém perfeito que é um conceito relativo ao momento, à capacidade de avaliação e a possibilidade de controlarmos variáveis incontroláveis é enorme. O que se pode dizer é que sabemos em maior ou menor profundidade o que se deseja de alguém como companheiro. Mas de qualquer forma, esse desejo deve incluir a maior gama possível de características, assim não fica restrito a

Entrevista concedida para a Revista Ana Maria

Vanessa Vieira: Mentir é um artifício comum entre os jovens para conseguir fazer coisas que, em outra situação, não seriam aprovadas pelos pais, como viajar com o namorado ou ir a locais potencialmente perigosos. Esse tipo de “mentira” faz parte do amadurecimento? Como os pais devem lidar com isso?

Luiz Cuschnir: Mentira não é sinal de amadurecimento. Nem o apressa nem facilita. O que muitas vezes ocorre é que cria um clima de perseguição e depois muitas dificuldades de manterem coerentes para manter a seqüência da mentira, que em geral mais mentira. Cria

Entrevista concedida a Roberta Peixoto – A Tribuna de Vitória, ES – 23/10/2011

A Tribuna: Podemos afirmar que o papel do homem sofreu transformações ao longo dos anos? Quais foram essas mudanças e o que aconteceu?

Luiz Cuschnir: As transformações masculinas inicialmente vieram a reboque do Feminismo com a mulher se posicionando diferentemente do que ocorria nas décadas anteriores. A insatisfação e o desconforto masculino tomam lugar para surgir o que denominei na década de 80, Masculismo. Diferentemente do movimento feminista, os homens precisaram se posicionar na sociedade descobrindo o que estava instalado no seu universo emocional com os estereótipos que usavam

Revista Bem Estar do Jornal Diário da Região S. José Rio Preto – Elen Valereto – Reporter

Revista Bem Estar: O que acontece com a pessoa que sempre “engole sapos”?

Luiz Cuschnir: Às vezes pode estar se protegendo de escândalos ou rompimentos que trarão mais problemas na sua vida. Por outro lado, se isso persiste por muito tempo e não tem essa função protetora nem transformadora do status quo, pode minar o seu potencial criativo e impedir o seu desenvolvimento.

Revista Bem Estar: Quais sentimentos ela pode gerar?

Luiz Cuschnir: Se for saudável, dá mais segurança e tempo para tomar

Concedida a Mauro Silveira – Revista Época – 07/10/2011

Revista Época: Dr. Cuschnir: o dinheiro tem significados diferentes para o homem e para a mulher? Em caso positivo, por que?

Luiz Cuschnir: Não dá para se dizer que há uma grande diferença como um todo. Particularizar somente pelo gênero seria uma generalização perigosa. Poderíamos indicar algumas tendências que se verificam mais com um ou com outro. Para os homens, a compra de bens materiais como patrimônio ou carro, tem a característica do masculino assim como para mulheres roupas ou jóias indicam o feminino. Ambos hoje em dia pensam em segurança

Concedida a Belisa Rotondi – Revista Viva! Mais – 26/09/2011

Perfil em sites de relacionamento – Neste contexto, vamos considerar a mulher que pretende encontrar um parceiro. Sendo assim, seguem as perguntas abaixo:

Revista Viva! Mais: Qual a melhor foto para usar no perfil? Deve revelar o corpo todo ou apenas o rosto?

Luiz Cuschnir: O rosto mostra mais claramente a identidade emocional e o corpo mostra mais o estilo de vida. O que será mostrado indica como a própria pessoa valoriza.

Revista Viva! Mais: Podemos dizer que uma foto com um sorriso aberto atrai mais pretendentes do que uma

Concedida a Isabela Leal- Revista Máxima (ed. Abril)- 26/09/2011

O grande conflito é: “Você está numa situação complicada na sua vida (pessoal, profissional, familiar) e não sabe como resolver”.
Para quem tem dificuldade de assumir as responsabilidades da própria vida, o primeiro reflexo é justificar “a não solução” com alguma desculpa.

Revista Máxima: O que leva a pessoa a essa inércia? A gravidade do problema? A personalidade? é dela a essência de dar desculpas, como se nada pudesse ser feito?

Luiz Cuschnir: Os traços de caráter e da personalidade, associados a situações de vida que a impedem da possibilidade

Concedida a Flora Paul – Revista Nova – 25/09/2011

A reportagem é sobre mulheres que saem com homens que mudam muito de comportamento, por exemplo: são carinhosos na intimidade, mas não assumem a relação para amigos e famílias; têm acessos de ciúmes e desprezo em relação á parceira. A sugestão é que se trate de um “transtorno de personalidade amorosa”. Como esse transtorno não existe propriamente, a reportagem explora, então, sinais que indiquem que há a possibilidade do seu parceiro ter um transtorno de personalidade.

Revista Nova: O que é um transtorno de personalidade?

Luiz Cuschnir: Primeiro a definição de

Concedida a Chris Bueno – Uol Ciência e Saúde- 25/09/2011

Revista UOL: O conceito de macho alfa e macho beta são conceitos realmente utilizados Na psicologia, ou são apenas uma construção social? Como a ciência vê essa definição?

Luiz Cuschnir: São conceitos que diferenciam atitudes diversas, no caso de homens e principalmente relacionados a atitude para com a mulher e seus relacionamnetos com ela. Não há uma descrição científica nem do ponto de vista psiquiátrico nem psicológico que unifique esses conceitos. Podemos dizer mais que é um jeito do homem ser levando em consideração a sua masculinidade e como a

Entrevista concedida à Revista Lunna – agosto/2011

Daniela Venerando: Tem uma recém casada que fez o test drive antes. Morava num apartamento super pequeno e passaram no teste. Só de vez em quando se irritava com muita barulheira, mas deu tudo certo. Tem que aprender a ceder e compartilhar? Outra que passou a morar junto – na primeira semana queria jogá-lo pela janela, porque ele não colaborava nas tarefas. Ela deixou de fazer e ele passou a colaborar. No caso dela deu certo, como fazer com que ele colabore?
Tem uma solteira que está adiando o casamento, porque os dois

Entrevista concedida à Revista do Correio Braziliense Reporter – Flávia Duarte – 08/2011

Flávia Duarte: Os homens ainda são vistos como coadjuvantes durante a gestação?

Luiz Cuschnir: Desde o advento do femininismo, houveram profundas mudanças nas relações familiares. Com a mulher ocupando outros espaços sociais, os homens, com o Masculismo (tese de mestrado na Fac. Med. Da USP – Masculismo, um estudo através do Gender Group® – que apresentei em 1998) tiveram a oportunidade de desenvolver vários papéis, inclusive o de pai. Nas últimas décadas tivemos muitas transformações desses paradigmas. Sem dúvida, eles ainda não são os protagonistas, mas se

Entrevista concedida à Revista Claudia – agosto/2011

Maria Laura: Você concorda com a nossa tese?

Luiz Cuschnir: Parece que a tese é: mulheres traem mais do que antes, assume mais esta posição para eles e eles tem que lidar com algo novo, sem repertório nem modelos anteriores.
Vou discutir um pouco, tá?!
Concordo que elas estão mesmo mais livres para trair, do que antes, mas não mais que eles, OK?
Que eles não têm repertório, nem por não ter tido modelos nem preparo para essa contingência como por terem uma tendência a não encarar diretamente as dificuldades

O psiquiatra e psicoterapeuta Luiz Cuschnir afirma que as mulheres têm dificuldade de entender que os homens são diferentes delas. Com mais de 40 anos de experiência, ele é autor de livros como “Por Dentro da Cabeça dos Homens” (Ed. Academia Planeta).

AT2: As mulheres enxergam os homens de forma equivocada?

LUIZ CUSCHNIR: O equívoco se dá quando elas querem ver o homem que as atenda em suas necessidades e com seus valores e não como eles são, simplesmente por serem homens, diferentes delas. Gostariam que os homens tivessem a sensibilidade e a visão de mundo que elas possuem e

Um grande desafio das mulheres

A mesma maneira que os homens têm dificuldades e se angustiam por não penetrar, compreender a alma feminina. No universo masculino: como entender a dinâmica masculina, aceitar e conviver bem com isso. As mulheres também sofrem por não encontrar no homem o companheirismo para compartilhar suas angústias e anseios. A comunicação é o meio que permite que cada um conheça melhor o outro. Não entender as dificuldades e as expectativas do outro, cria uma grande barreira. Rompê-la é o primeiro passo para que se estabeleça uma relação sadia e que contemple o bem-estar

Pesquisa Nestlé: O controle é uma característica feminina? Por que? Da onde vem essa necessidade feminina de controlar?

Luiz Cuschnir: Não dá para dizer que é característica feminina pois homens também são controladores, às vezes com as mulheres, com os filhos e muitas vezes com as finanças. Mas podemos falar alguma coisa do jeito delas controlarem e de onde podem surgir essas posturas em geral mas sempre tendo em mente que são aspectos que podem ser encontrados mas não são em todos os casos.

Pesquisa Nestlé: Por que, em geral, a mulher é mais controladora que o homem?

Luiz Cuschnir:

Entrevista concedida a Vya Estelar sobre os bastidores do relacionamento amoroso

Vya Estelar: Na prática, o que seria a violência psicológica ou emocional no relacionamento amoroso?

Luiz Cuschnir: O relacionamento amoroso tem faces ocultas, não visíveis nem decantadas em verso e prosa nas canções, filmes, histórias… Há aspectos que ficam ocultos por trás de traumas, dependências, inabilidades ou baixa autoestima, que propiciam e desenvolvem as ligações afetivas desgastantes, desvalorizadoras, que seqüestram o potencial humano de quem está envolvido nela, em prol de um suposto amor que engrandece, preenche, promete a felicidade. Enfim tudo isso violenta o espaço individual, o desenvolvimento

Entrevista concedida para a Revista Criativa

Nicole Ramalho: Muitos pais possuem a guarda dos filhos atualmente. O que mudou na sociedade para que isso passasse a acontecer?

Luiz Cuschnir: A partir do movimento feminista e da emancipação das mulheres, muito dos seus papéis foram deslocados e ampliados. Todo grupo, quando se movimenta, se transforma e provoca um novo reagrupamento dos seus integrantes, uma nova redistribuição dos papéis que eles exercem dentro dele. Tudo era de um jeito bem diferente: mulheres na casa, cozinha, com filhos, e homens fora, trabalhando e ganhando dinheiro. Neste caso, as mulheres estavam totalmente imersas e

Entrevista concedida para a Agência Estado

A figura paterna na educação dos filhos nestes novos tempos

Fabíola Girardin: A participação mais ativa na educação dos filhos gera algum tipo de atrito com a mãe? As mulheres estariam se ressentindo ou aplaudindo o comportamento deste “novo pai”?

Luiz Cuschnir: É claro que toda mudança gera reaçôes em sentido contrário, de igual intensidade para equilibrar novamente o status quo, pelo menos na intensidade da proposta transformação. Pai com uma presença tão marcante como nos nossos dias, provoca diretamente uma mudança no papel da mãe. Ela era a dona da casa mas também

Concedida a Mônica Brandão – Revista Crescer

Mônica Brandão: Os homens estão tentando participar mais da gravidez de suas companheiras?

Luiz Cuschnir: Com certeza os homens tem demonstrado e vivenciado mais, o momento do conhecimento e o desenvolvimento ao longo dos meses, da gravidez das suas companheiras/mulheres. Faz parte do seu referencial masculino saber mais como está se desenvolvendo, o crescimento do feto, o acompanhamento dos exames clínicos e laboratoriais. Eles passaram a conhecer mais o que se passa com elas, cada vez mais as acompanham nas consultas pré-parto e sem dúvida estão participando mais dos cursos pré parto do

Marilena: O que leva o marido a se afastar da mulher e dos filhos para se dedicar tanto ao trabalho?

Luiz Cuschnir: Em geral é o peso da responsabilidade, do papel de provedor o exigindo e a necessidade de se confirmar no seu masculino.

Marilena: O que deve ser feito para chamar a atenção dele para o fato de estar viciado em trabalho e ajudá-lo a mudar o comportamento?

Luiz Cuschnir: Quando o chamar atenção não vira uma bronca ou uma pressão ao ponto de indicar uma ameaça, é uma maneira de colocar o assunto para iniciar uma reflexão e

Vanessa Vieira: Do ponto de vista da psicoterapia, a caridade – tão defendida pela religião para uma “evolução espiritual” – tem um poder benéfico para quem a pratica?

Luiz Cuschnir: Sim, quando a caridade é praticada como um movimento espontâneo, ela demonstra um sentimento nobre e exclusivo do ser humano. A expressão deste sentimento é acompanhada de um profundo bem estar, uma sensação intuitiva de que se está fazendo a coisa certa, reforçada por sensações de alegria e paz interior. Quando emergem tais sentimentos, podemos ter a certeza de que aquilo que foi praticado realmente possui um poder benéfico, capaz

Ana Maria: Por que perdoar é tão sofrido?

Luiz Cuschnir: Porque para perdoar é preciso fazer um exercício muito difícil para a maioria das pessoas, que é se colocar no lugar do outro.É preciso rever as expectativas que foram criadas sobre a outra pessoa e aceitar a liberdade que este tem de viver sua vida, sempre tendo em vista que o ser humano é falível e passível de erros. Na maioria das situações, há
uma implicação também de quem está perdoando no caso específico, mesmo que de uma maneira mais sutil, menos direta naquela situação. Para perdoar também é

Entrevista concedida à revista Poderosa

Carol Brandão: Você perdoaria uma traição?

Entrevistamos 13 homens e tivemos o seguinte resultado:

8 – não

3 – sim

2 – depende

Gostaria que o senhor, na medida do possível, nos ajudasse a avaliar as respostas.

Luiz Cuschnir: Como a amostragem é muito pequena, não posso utilizá-la como estatística válida. Homens tem uma tendência maior a não aceitarem a traição de uma mulher por vários fatores. Encontramos traços de um machismo arraigado onde ele se sente passado para trás. Há um outro fator que é a comparação com outro homem que pode ser ameaçadora

Concedida à Revista Residências (Campinas)

Roberto Cardinalli: Porque as mulheres traem?

Luiz Cuschnir: Muitas vezes as mulheres traem, não só pela noção mais “lugar comum” como o casamento estar indo mal e aí vai procurar fora algo para satisfazê-la. Não que isso não esteja ocorrendo, mas para deixar só esta explicação tomar conta dos motivos, é reduzi-la a um conceito simplista e muitas vezes repleto de uma repressão moralista.

A falta de reconhecimento do que é sonho e do que é realidade, imaginando que está em uma situação paradisíaca, sem muita discriminação de quanto é mesmo um preenchimento de sua

Entrevista concedida à revista Criativa

Beatriz Portugal: Uma pesquisa do Ibope mostrou que o telespectador brasileiro é um dos maiores consumidores de TV do mundo, gastando cerca de cinco horas diárias em frente a TV. Nos Estados Unidos, uma pessoa é considerada “viciada em TV” se assiste a mais de duas horas por dia. Como o senhor interpreta isso?

Luiz Cuschnir: Acredito que este dado “viciado em TV” está equivocado. O parâmetro de vício, quando utilizado psiquiatricamente, inclui várias atitudes que indicam alta dependência, mesmo que no caso só psicológica. Absolutamente 2 horas por dia não indicariam isto. Mesmo 5

Entrevista concedida ao Diário da Região

Érica Avelar: Uma pessoa com mania de doença bem leve, apenas um exagero feminino, em fase de TPM, por exemplo, pode ser considerada hipocondríaca?

Luiz Cuschnir: Em hipótese nenhuma. Hipocondria faz parte de um diagnótico médico-psicológico e implica em um comprometimento maior de várias funções do organismo psíquico e muitas vezes com um grnde componente físico. é claro que com o fortalecimento de mecanismos de controle emocional que dependem de um bom desenvolvimento psicológico e de maturidade emocional, podem facilitar o como lidar com a TPM, por exemplo.

Érica Avelar: Até que ponto isso

Concedida ao Diário da Região – São José do Rio Preto – SP

Renata Fernandes: A paixão é um sentimento fantástico e devastador. Existe alguma explicação para ele?

Luiz Cuschnir: Há tantas explicações quanto as oportunidades que se dá ao longo da vida para elas ocorrerem quando se está disponível para elas. Quanto mais disponível para o amor, para o envolvimento, para se conhecer alguém que possa ser uma parceria amorosa, pode ocorrer uma paixão. Quanto mais fechada está a pessoa, mais introvertida, desconfiada ou desiludida desse tipo de envolvimento, mais ela tem pré-conceitos de que não vale a pena,

Pergunta: Você acha que a solidão é o mal do século?

Luiz Cuschnir: Solidão antes de tudo deve ser diferenciada de estar só, ou sozinho(a) em uma situação ou momento de vida. Este último deve ser inclusive exercitado da melhor maneira possível, para que possam levar a vida de uma maneira mais independente, desenvolvendo a segurança pessoal e a autoconfiança.

Já a solidão indica o mal estar que ocorre em determinadas situações ou até como um sentimento mais amplo, existencial da vida daquele que a sente. Está diretamente relacionada com o isolamento, afastamento das pessoas, involuntária ou voluntária, de uma

Entrevista concedida ao Diário da Região

Sobre pessoas (homens e mulheres) que têm medo de ficar sozinhas e por conta disso se mantêm em relacionamentos não saudáveis e às vezes até doentios.

Diário da Região: O senhor sabe ou conhece algum estudo sobre a questão?

Luiz Cuschnir: Não conheço nenhum estudo que pode atender a essa questão.

Para começarmos a responder as suas perguntas é necessário diferenciar o “estar sozinho” e o “se sentir sozinho” ou o sentimento de solidão. Isto porque uma pessoa pode estar com o namorado, com os amigos, com os familiares e se sentir sozinha, sendo

Pergunta: Você acha que a solidão é o mal do século?

Luiz Cuschnir: Solidão antes de tudo deve ser diferenciada de estar só, ou sozinho(a) em uma situação ou momento de vida. Este último deve ser inclusive exercitado da melhor maneira possível, para que possam levar a vida de uma maneira mais independente, desenvolvendo a segurança pessoal e a autoconfiança.

Já a solidão indica o mal estar que ocorre em determinadas situações ou até como um sentimento mais amplo, existencial da vida daquele que a sente. Está diretamente relacionada com o isolamento, afastamento das pessoas, involuntária ou voluntária, de uma

Com o bombardeio da mídia com relação ao corpo perfeito fica difícil distinguir o que é saudável ou não. O que essa busca pelo corpo perfeito pode acarretar em termos de prejuízos mentais e físicos?

Se a forma com que se realiza isso for fora de padrões aceitos como normais, pode acarretar ou provir de distúrbios mentais e ou físicos. O excesso, a cumpulsão, a obstinação, o comprometimento de outros aspectos da vida pessoal como compromissos profissionais, relações afetivas e familiares etc são alguns deles.

Pergunta:O que fazer para entender o próprio biotipo e respeitá-lo?

Luiz Cuschnir:Adequar o estilo de

Pergunta: Saiu uma pesquisa que 70% das tentativas de suicídios sao por parte das mulheres (tentativas, nao suicídios) Na sua opinião porque isso acontece?

Luiz Cuschnir: As mulheres têm um contato maior e mais constante com a sua vida emocional e afetiva. Muitas vezes, ao se perceberem em falência em relação aos seus desejos e necessidades, e entrando em um quadro psicopatológico mais grave, podem se encaminhar psicodinâmicamente ao desejo de morrerem.

Leia-se deixarem de sofrer tanto, mas também existe um sentido de preservação da vida. As tentativas sem êxito, de extingüirem as suas da vidas, isto é, acabarem com

Entrevista concedida à Revista Nova

Silvia Lenzi: Pega mal mostrar tudo o que eu sei na primeira noite juntos?

Luiz Cuschnir: Como tudo na vida, e muito mais em uma situação íntima como é uma relação sexual, a adequação é a melhor medida para este momento. Qualquer pessoa mais adequada, não se expõe completamente, ou em detalhes numa apresentação a alguém.

Mesmo tendo chegado à cama, pode tê-los levado a uma situação sexual, mas não implica em que estejam verdadeiramente íntimos. Portanto não se mostra tudo, mesmo que pareça que se está oferecendo tudo!

Sempre existe o risco de ser-se

Entrevista concedida ao jornal Hoje em Dia

Mirtes Helena: São cada dia mais frequentes os lançamentos de livros sobre relacionamento homem/mulher. E parece que eles continuam desencontrados. Por que é tão difícil amar?

Luiz Cuschnir: As mudanças de paradígmas de como ser homem e ser mulher na atualidade trazem grandes transtornos para o desenvolvimento das relações amorosas. A comunicação alterada, o que cada um deseja oferecer e receber, os distúrbios provenientes de traumas de relações anteriores, aliados às distorções que isso tudo provoca para a compreensão e o desenvolvimento dos afetos, respondem amplamente essa questão. Esse é o tema subjacente

Concedida ao Diário da Região S.J.do Rio Preto – SP

Diário da Região: O mercado comemora o interesse dos homens por cosméticos, cirurgias plásticas, ginástica, entre outras ferramentas em busca da beleza. Na sua opinião, a mudança vai além das aparências e da estética? O que essa busca reflete?

Luiz Cuschnir: Com o advento do feminismo, a mulher saiu de uma posição passiva e passou a ser mais exigente em relação ao homem que quer como parceiro. Isto deu ao homem a chance de expressar sua vaidade e de cuidar de sua aparência sem ser rotulado como afeminado ou gay,

Pergunta: Como o avanço da psiquiatria, antigos conceitos freudianos como o da histeria não ficaram obsoletos? Onde eles se encaixam no espectro de patologias psiquiátricas hoje?

Luiz Cuschnir: Não, os conceitos clássicos ainda são mantidos, porém com algumas atualizações e revisões feitas a partir dos novos descobrimentos científicos. A clássica histeria de conversão de Freud ainda é vista em instituições e consultórios, porém são mais raras em sua forma originalmente descrita por Freud.

Pergunta: Caracterize Síndrome de Pânico. Qual seu tratamento?

Luiz Cuschnir: A Síndrome do Pânico é uma doença psicológica caracterizada por uma série de sintomas que causam uma

Entrevista concedida à revista Nova

Daniela Folloni: Estamos fazendo em nova uma reportagem sobre o metrossexual, esse novo homem mais vaidoso e sensível de quem se fala o tempo todo hoje. Entre as mulheres, esse tema é muito polêmico. Há muitas que acreditam que o novo homem nada mais é do que um homossexual enrustido. Quero saber a sua opinião a respeito do metrossexual para incluí-la em nossa reportagem.

Luiz Cuschnir: Há uma discussão sobre o termo, que na verdade surgiu há décadas e portanto não corresponde ao homem de hoje. Este está plenamente transformado, com uma amplitude bem maior

Entrevista concedida a – Revista UMA

UMA: O que é exatamente um metrosexual?

Luiz Cuschnir: Sim, parece que muito do que está relacionado com este padrão metrosexual está relacionado com a vaidade mas orginariamente, este nome provém do homem da grande cidade, da “metro”-pole. Quando se associou ao termo “sexual”, criou-se uma desconfiança da sua masculinidade, aliás não muito diferente do que se julgou há alguns anos atrás de todo movimento masculista, quando se colocou mais claro as necessidades de mudanças de padrões e comprensão do “novo homem”. A sociedade em geral reluta em transformar signos, sinais que abalem paradígmas

Concedida ao Diário da Região S.J.do Rio Preto – SP

Diário da Região: O mercado comemora o interesse dos homens por cosméticos, cirurgias plásticas, ginástica, entre outras ferramentas em busca da beleza. Na sua opinião, a mudança vai além das aparências e da estética? O que essa busca reflete?

Luiz Cuschnir: Com o advento do feminismo, a mulher saiu de uma posição passiva e passou a ser mais exigente em relação ao homem que quer como parceiro. Isto deu ao homem a chance de expressar sua vaidade e de cuidar de sua aparência sem ser rotulado como afeminado ou gay,

Entrevista concedida à revista Ouse

Heloísa Noronha: Isso é uma moda passageira ou representa uma evolução de comportamento que veio mesmo pra ficar?

Luiz Cuschnir: Sem dúvida é uma transformação do conceito do homem perante a sociedade. é uma evolução de um homem mais fechado, hermético e reservado, cheio de máscaras, como descrevo em dois livros meus (“Homens sem máscaras – Paixões e segredos dos homens” e “Homens e suas máscaras – A revolução silenciosa” – Ed. Campus). Homens hoje podem e devem se cuidar mais, tomar conta da saúde e aparência, pois dependerão disso até para o mercado de

Entrevista concedida à revista UMA

UMA: Porque algumas mulheres (e homens também) que não são especialmente bonitos e se vestem como os comuns dos mortais chamam a atenção de todos quando entram em um restaurante por exemplo?

Luiz Cuschnir: Chamar a atenção e atrair olhares não é exclusividade das pessoas fisicamente bonitas(as quais se encaixam nos padrão de beleza estipulados na época). Às vezes, o jeito da pessoa, ou o que chamamos de charme, o modo como ela mexe no cabelo, sua postura, seu sorriso, a harmonia e a proporção de seus traços pode chamar mais atenção do que um

Concedida à editora de comportamento da revista Capricho

Bárbara Semerene: Estamos fazendo matéria sobre o “retrossexual”, mais uma das denominações criadas para o “novo homem”. O apelidamos em nossa matéria de “ogro-fofo”, o homem que tem sensibilidade, expressa seus sentimentos, mas não tem a vaidade exagerada do metrossexual. é um cara que gosta de futebol, mas faz questão de levar a namorada para assistí-lo jogando. Enfim, é uma mistura do machão com o metro. Paralelamente à abordagem principal, vamos fazer uma linha do tempo dos papéis masculinos. E é a´ que preciso de sua ajuda. Quero traçar as representações masculinas

Entrevista concedida ao Diário da Região

Fabiano Angelo: Está claro que o casamento se transformou. Você diria que a maior participação da mulher no mercado de trabalho e, conseqüentemente, nas decisões domésticas contribuem para estas mudanças?

Luiz Cuschnir: Eu diria que o casamento ainda está em transformação. Com a mudança de papel da mulher na sociedade, houve também uma necessidade de mudança e adaptação do homem a estes novos padrões e exigências. Conseqüentemente a relação dos dois também sofreu algumas alterações, e ambos ainda estão tentando achar a melhor forma possível de conviverem juntos. Ela participando mais do mercado de

Concedida à editora adjunta do Caderno Domingo – BH

Mirtes Helena: São cada dia mais frequentes os lançamentos de livros sobre relacionamento homem/mulher. E parece que eles continuam desencontrados. Por que é tão difícil amar?

Luiz Cuschnir: As mudanças de paradígmas de como ser homem e ser mulher na atualidade trazem grandes transtornos para o desenvolvimento das relações amorosas. A comunicação alterada, o que cada um deseja oferecer e receber, os distúrbios provenientes de traumas de relações anteriores, aliados às distorções que isso tudo provoca para a compreensão e o desenvolvimento dos afetos, respondem amplamente essa questão. Esse é o

Entrevista concedida à Revista Criativa

Criativa: O que as meninas mais novas têm que atrai os homens mais velhos? Corpo? Jovialidade? Uma certa dose de irresponsabilidade? A relação de proteção, o papel de filha?

Luiz Cuschnir: Pode ser tudo isso. O corpo estéticamente é claro que trás um estímulo visual que pode passar para o afetivo e sexual. A jovialidade leva ao divertimento. A irresponsabilidade ajuda o homem a largar as máscaras que tanto teve que desenvolver pela vida. A sensação de ser o protetor, um lado do pai, do mais maduro, do professor que tem alguém que o respeita,

Concedida para o Jornal da Família – O Globo

Inspirada no programa “Sexo Frágil”

O Globo: Na sua opinião, quais são as mudanças do comportamento masculino que podem gerar conflitos amorosos? Por que as mulheres se irritam com essas mudanças?

Luiz Cuschnir: Homens mais conscientes de suas necessidades, não aceitam tantas cobranças delas, exigências de serem o “super-homem”, estão com menos culpa.

– Homens estão mais auto-suficientes, dependendo menos delas.

– Eles ainda mantêm uma alta exigência nos padrões estéticos, elas se perguntam: “por que ele pode e eu não”, se referindo a uma aparência impecável, e as mulheres ainda

Concedida à revista Viva Saúde

Daniela Talamoni: Na matéria, iremos abordar algumas diferenças entre homens e mulheres na 3ª idade — enfocando um casal aparentemente feliz com a relação. é verdadeira a impressão que temos hoje de que as mulheres parecem sempre mais animadas do que os homens (seus maridos) para sair, passear, viajar, frequentar uma academia, aprender um novo idioma e dançar? Por que isso ocorre?

Luiz Cuschnir: Em geral são mulheres que estão mais livres, mais seguras, mais resolvidas em suas questões como mulheres. Estão menos reprimidas. Elas descobrem novos rumos de afirmação pessoal, conhecimento e cultura. Muitas