Revista Forbes Brasil – Jornalista Raquel Magalhães
Entrevista Concedida – 10/04/2015

 
Forbes Brasil – O país vive hoje uma crise de confiança que tem levado uma parte da população e do empresariado a pensar positivo e a maior parte a pensar negativo. o que leva essas pessoas a desenvolverem raciocínios tão diferentes?

Luiz Cuschnir – Do ponto de vista emocional, pessoas que conseguem construir uma estrutura de vida onde valorizam o que possuem interiormente mais que exteriormente, tendem a ser menos afetadas pelas flutuações da vida que dependem dos valores materiais. Essas conseguem ver além dos números

Portal Uol – Jornalista Louirse Vernier
Entrevista Concedida – 16/01/2015

 
Portal Uol – Qual é a melhor forma de colocar um ponto final numa relação que já chegou ao fim? Como terminar bem um relacionamento, minimizando mágoas?

Luiz Cuschnir – Primeiro lembrar que o tempo que estiveram juntos teve uma importância para os dois. Nada que se fizer vai recuperar esse tempo e valorizá-lo é tão importante como avalia-lo para a sequência da vida. Uma boa terapia vai ajudar muito, inclusive para preparar e prevenir reincidências inadequadas.

Portal Uol – Terminar a relação pessoalmente é realmente mais

Nesta quarta-feira, 15 de abril, o programa 2 em 1 da Rádio Transamérica recebeu o psiquiatra Luiz Cuschnir, que veio discutir um assunto importantíssimo para Ricardo Sam e Gislaine Martins: “Casamento, ainda vale a pena?”.

Logo de cara, o Dr. Luiz Cuschnir deu seu parecer sobre a famosa declaração que posiciona o matrimônio como uma ‘instituição falida’. “Em primeiro lugar, uma relação afetiva entre duas pessoas nunca deve ser vista como uma instituição. Isso acaba transformando a vida a dois em algo anacrônico, obsoleto e fora de data… Não é para ser um acordo firmado, é muito mais que isso”,

Romance Duradouro

Confira dicas para que a relação não se desgaste com o tempo, dada por Luiz Cuschnir, psiquiatra e psicoterapeuta com 40 anos de experiência, que acaba de lançar o livro “Ainda vale a Pena”: Cultivar para Manter os Vínculos de Amor (Editora Planeta). ” No casal a individualidade de cada um precisa ser respeitada. E nada é impossível se queremos mesmo ter uma relação saudável. “Relacionamento é um refazer, constante, dos laços”, observa.

1 –  Aceite que os dois não serão felizes o tempo inteiro, mas que construirão a felicidade a cada passo da vida juntos.

2 – Não confunda

Revista Claudia Fevereiro/2015

Uma seleção de medidas para implantar já na vida a dois

1 – OLHE PARA SI MESMA SEMPRE
Ter clareza sobre seu modo de agir e de reagir e da própria participação na construção da dinâmica da vida a dois ajuda a não sair apontando o dedo diante de insatisfações cotidianas. E investir em crescimento pessoal traz ganhos para os dois. “Quem busca conhecer suas necessidades, seus limites e o sentido de sua vida neutraliza desequilíbrios alheios e até propicia que o parceiro também tenha bons insights para ele e a relação. Há muita gente que

Revista Claudia Fevereiro/2015                                                   Dagmar Serpa

Com mais um livro sobre o tema saindo do forno, o psiquiatra Luiz Cuschnir diz que nunca vivemos tempos tão propícios para a vida a dois. Confira esta entrevista inspiradora e conselhos práticos para ser ainda mais feliz no relacionamento.

Tanto a mulher quanto o homem ganharam liberdade graças ás muitas mudanças das ultimas décadas. Os papéis de um e de outro já não são únicos e estanques. Ela hoje

Revista Marie Claire – Jornalista Carla Castellotti
Entrevista Concedida – 15/12/2014

RMC – Devo alertar minha amiga que ela está namorando um canalha ou não?

Luiz Cuschnir – Primeiro estamos falando dessas duas posições que merecem um dimensionamento bem específico: quanto há de amizade entre as duas e o que está acontecendo para ser esse o melhor jeito de demonstrá-la. Muitas avaliações precisam ser feitas e nem sempre se têm condições de avaliar com um distanciamento necessário para dimensionar cada uma dessas posições.

RMC – Que consequências devo assumir quando coloco uma bomba dessa nas mãos dela? Será que

Revista Marie Claire Fevereiro/2015

Quando você flagra o parceiro de uma pessoa querida pulando a cerca, tem a obrigação de interferir ou o direito de fazer vista grossa para preservar a felicidade do casal? Conversamos com quem passou por isso – ou estudou o caso – para saber quando é hora de agir.

Qualquer decisão a ser tomada pode ferir sentomentos – os dela e os seus. De tão mergulhada no romance, sua amiga pode não acreditar no alerta – e, então, o elo de confiançã que as unia se romperia para sempre. Se optar por não falar nada e

Jornal Folha de São Paulo – Jornalista Mariana Versolato
Entrevista concedida – 21/01/2015

FSP– Essencialmente, quais são os motivos que fazem com que casados sejam mais felizes que os solteiros? Há outras razões além daquelas apontadas nesse estudo?

Luiz Cuschnir – A dificuldade dos homens em interagir no que diz respeito a sua vida emocional, é bastante facilitada pela convivência com as mulheres. Por mais conflituada que seja a relação, a companhia que os estimula em vários papéis que desempenham, estimulam a realização pessoal e consequentemente a sua masculinidade. Além disso a chance de serem pais num casamento

Jornal Folha de São Paulo – janeiro/2015

O psiquiatra Luiz Cuschnir, idealizador do grupo de psicoterapia sobre gêneros no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, lembra que mesmo quem passa por um divórcio muitas vezes volta a se casar. Ele afirma que especificamente para os homens, o casamento tem impacto inclusive profissional. ” De alguma forma, o casamento os qualifica. Há estudos que mostram que homens casados ganham mais que solteiros.

 

Pais sem tempo para as demandas dos filhos nas férias precisam entender que:

– Devem se eximir de culpa: são limites da vida inclusive estão enfim ensinando a eles atitudes de responsabilidade na futura vida profissional.

– É pedagógico e um treino para procurarem ocupar o tempo sem ser só estudando e fazendo tarefas escolares. Às vezes, nesse “não fazer nada de útil” é quando surgem as novas aptidões, habilidades e interesses como música, esportes, artes em geral. Ou descobertas de assuntos que não estão dentro de um processo pedagógico tradicional como na educação não formal.

– É uma onipotência

Entrevista para Renata Pessoa                                         Site Abílio Diniz

Balanço de vida

O encerramento de um ano é um bom momento para refletirmos sobre as experiências vividas e avaliarmos as consequências positivas ou negativas que elas nos trouxeram. Esta avaliação pode mostrar quais situações proporcionaram crescimento e quais serviram para alertar sobre a necessidade de mudanças.
Algumas pessoas costumam anotar suas reflexões com as perdas e ganhos que teve. Outras, preferem avaliar as metas que se propôs a realizar, e estipular

Revista Nova – Jornalista Barbará dos Anjos
Entrevista Concedida – 10/10/2014

 
O mais comum é encontrarmos homens de tenham uma exigência maior na imagem física das mulheres do que vice-versa. E faz parte dessa necessidade deles que sejam mais para magras do que para gordas. Principalmente homens com o corpo mais cuidado, terão grandes ressalvas em relação a mulheres que não têm.

Os homens em geral não se permitem nenhum contato físico nem se propõem a investir para conhecer mais profundamente uma mulher que não os atraia fisicamente. Sempre estarão em contato com uma avaliação instintiva se

Revista Época – Jornalista Nathalia Bianco
Entrevista Concedida – 10/09/2014

 
Época – Falamos com três agências de encontros e uma que oferece cursos de sedução e em todos houve uma crescente no número de pessoas que se inscreveram de um ano para cá. O que pode explicar esse aumento?

Luiz Cuschnir – A liberdade que a pessoa tem de procurar esse processo de conhecimento de alguém vem da sua experiência com isso. Os que entram nesse processo, os novos inscritos, em geral recebem o estímulo de outros, que os encorajam. Com a propagação da informação de que

Site Uol – Jornalista Simone Cunha
Entrevista Concedida – 04/09/2014

Uol – O fato de uma pessoa apaixonar-se por alguém comprometido e submeter-se a essa situação demonstra alguma vulnerabilidade emocional?

Luiz Cuschnir – Uma pessoa inacessível não se deixará apaixonar-se por ninguém. Está trancada e impossibilitada de se entregar como de receber quaisquer movimentos em direção a ela que indiquem a possibilidade de um romance. Assim estamos perante uma situação de invulnerabilidade máxima. A partir disso temos as aberturas que cada um dá para que apareça alguma chance de relacionamento. Em geral as pessoas restringem pelo menos algumas abordagens,

Folha de São Paulo – Jornalista Juliana Vines
Entrevista Concedida – 19/11/2014

FSP – Primeiro, é possível responder à pergunta de um milhão de dólares: por que as pessoas traem?

Luiz Cuschnir – Posso dizer que traem porque são pessoas, seres humanos e não estereótipos de divindades ou seres perfeitos como se idealizam e são idealizadas. Por outro lado, acabam traindo por não terem conseguido controlar algo que desejam, condutas que se impuseram ou foram impostas para a preservação monogâmica de um relacionamento.

FSP  – Vi pesquisas de sites de traição que elencam motivos, como falta de sexo, monotonia, falta de

Jornal  A Tribuna – novembro/2014

 
“O desejo de vingança vem da necessidade de causar no outro o mesmo ou um maior dano emocional do que o que lhe foi causado. Há tendências específicas de certas pessoas, de acordo com sua personalidade, desenvolverem com frequência essa atitude vingativa. Está relacionado com a incapacidade de absorver uma frustração, de refletir melhor sobre ela. Há, inclusive, pessoas nada impulsivas que armam estrategicamente vinganças, às vezes até perversas”.

Luiz Cuschnir, psicoterapeuta e escritor

Uol Mulher – Jornalista Maisa Correia
Entrevista concedida – 03/07/2014

Uol Mulher – O que significa perdoar?
Luiz Cuschnir – Perdoar é caminhar através da dor, aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é. É preciso separar o erro que foi cometido daquilo que é maior naquela pessoa. Ele ou ela cometeu um erro, não é o erro. Implica em olhar maior, mais distante e mais amplamente a situação, tanto em relação ao outro quanto a si mesmo. É retirar o julgamento que culpabiliza e decreta quem é o único responsável por aquilo

Site Abílio Diniz – Jornalista Renata Santiago
Entrevista concedida – 03/07/2014

Site Abílio Diniz – Que tipo de pessoa está mais sujeita a ter dificuldades em encarar os próprios medos?
Luiz Cuschnir – Pessoas que não possuem recursos emocionais que suportem a experiência de enfrentar situações que para ele ou ela geram medo. Também pessoas mais acomodadas nos limites impostos por ele, tendo criado rotinas e principalmente evitações para se confrontarem com o que é desagradável na sensação de medo. É claro que pessoas inseguras, que tem experiências de insucesso, criam condições para terem medos pois não terem

MEDO DE CASAR    Jornal A Tribuna – Jornalista Roberta Peixoto
Entrevista concedida – 18/08/2014

A Tribuna – Há pessoas que realmente têm medo e fogem de casamento? Podemos explicar o motivo de agirem assim?
Luiz Cuschnir – A imagem do casamento para cada um é construída de várias maneiras, ao longo da vida e atualizada no que a pessoa está passando numa determinada fase de vida. Se a pessoa cresceu com esse medo, os motivos devem estar relacionados ao que ela viu e participou dentro e fora de casa. Paralelo a isso, fugir do casamento também pode

Jornal A Tribuna – Jornalista Roberta Peixoto
Entrevista concedida – 14/07/2014

A Tribuna – Podemos afirmar que as mulheres enxergam os homens de forma equivocada? Comente, por favor.
Luiz Cuschnir – O equívoco se dá quando elas querem ver o homem que as atenda em suas necessidades e com seus valores e não como eles são simplesmente por serem homens, diferentes delas. Gostariam que os homens tivessem a sensibilidade e a visão de mundo que elas tem e isso pode chegar até a revoltá-las. Aconteceu com muitas leitoras do meu livro mais recente “Por Dentro da Cabeça dos

Folha Universal – Jornalista Adriana Klautau
Entrevista concedida – 06/08/2014

Folha Universal – Por que o homem tem dificuldade em identificar os pontos que precisam melhorar?

Luiz Cuschnir – Mudar implica em sair de um lugar em geral. Há uma tendência a acomodação, principalmente por demandar uma energia para isso. Ficar no conhecido dá um certo conforto.
Nesse aspecto o homem que procura dispender energia e estar sobrecarregado em obter novas e mais marcas de sua conquista. Ele não investe tanto no pessoal e mais no que quer obter no mundo.
Esse investimento em si mesmo de

Revista marie Claire – Dolores Orosco Ferreira
Entrevista concedida – 05/08/2014

Marie Claire – Quais são os principais “sintomas” do abuso emocional em uma relação conjugal?
Luiz Cuschnir – A imposição de um comportamento com uma pressão psicológica, implícita ou não, poderíamos dizer que caracteriza mais amplamente o abuso. As respostas a esse abuso vão do medo de agressões físicas, gestos, comportamentos ou palavras que desvalorizam e ameaçam o outro. A repetição disso com o desenvolvimento de dependência do outro é um sintoma típico de uma relação de abuso.

Marie Claire – Humilhação e deboche estão entre esse

Revista Claudia – Jornalista Liliane Oraggio
Entrevista concedida – 05/03/2014

Homens e mulheres têm disponível drives distintos em relação a vários assuntos: amor, sexo, diálogos, corpo, tempo etc. Como falo no meu livro “Por dentro da cabeça dos homens” (Ed. Planeta). A genética não nos deixa mentir. Mulheres são XX e homens, XY. Uma única letra, e a confusão foi armada.

A vida sexual para elas pode ter um espaço vital como uma declaração de amor a cada relação e para o homem ter um sentido estrito de alívio e relaxamento.
Com o transcorrer de um relacionamento mais

Uol Comportamento – Jornalista Thais Carvalho Diniz
Entrevista concedida 24/07/2014

Uol – Por que a ideia de felicidade está sempre ligada a um relacionamento amoroso?

Luiz Cuschnir – A relação a dois completa um ciclo da vida que vai do nascimento, crescimento e desenvolvimento do indivíduo para chegar numa fase mais madura e criar um vínculo com outra pessoa. É claro que há diversas possibilidades de se formar este vínculo e que ele possa completar este percurso mas estou dando esse caminho mais geral para juntar essas duas instâncias: felicidade e relacionamento amoroso. Felicidade é um termo usado para

Uol Mulher – Jornalista Marina Oliveira
Entrevista concedida – 08/08/2014

Sempre em evolução, com as particularidades de cada um, aponto alguns padrões nas diferentes áreas. Ele busca desenvolver habilidades para manter a relação afetiva com a mulher e também aprende mais claramente com outros homens o que está acontecendo na sua vida. Com uma conscientização de que precisa se preparar, se ampliar, sair de um lugar arrogante, pode se enxergar melhor, respeita mais, reflete e considera mais o que está a sua volta. Está disposto a conversar sobre sentimentos e emoções com outros homens e com outras

Novembro/2014

 

Estimado Dr. Luiz creio que já lhe falei que não faço terapia. Sou analisada e me reconheço através dos seus livros. Neste último, conforme a leitura evoluía, ia me perguntando onde e quando o Luiz se encontrou com meu marido para saber tudo sobre ele e descrevê-lo tão perfeitamente? Também fiquei abismada com a estupidez das mulheres. Ora, se “os homens são tão carentes de serem cuidadores quanto elas de serem cuidadas”, por que não surge daí um “clima amistoso”? A sua resposta talvez fosse: “os dois vivem em mundos com expectativas totalmente diferentes”. Mas a minha resposta

Revista Marie Claire outubro/2014

O que torna o problema mais sutil é que nem sempre o autor do bullying é alguém perverso ou irrecuperável – e talvez nem veja sua conduta dessa maneira. Homens que cresceram assistindo a situações de abuso, como o pai cometendo grosserias com a mãe, podem assumir esse papel de abusador para não passar por isso, afirma o psiquiatra Luiz Cuschnir, autor do livro “Os Bastidores do Amor” (Alegro).

Até por motivos como esse, o quadro emocional pode ser revertido. O primeiro passo é reconhecer o problema e procurar ajuda psicológica.

Com tratamento adequado, o agressor

Revista Nova – outubro/2014

Não vamos ser hipócritas: as fotos de um cara mega gato geram muita expectativa, claro. Mas o que chama a atenção nesse estudo é como cada sexo lida com a frustração.

 
O psiquiatra e psicoterapeuta Luiz Cuschnir, autor do livro “Por Dentro da Cabeça dos Homens” (Academia/Planeta), de São Paulo diz que para os homens, esse tipo de date é muito mais “mata-mata”: eles estão, em um primeiro momento, atrás de sexo, não de um relacionamento. “A decepção de encontrar uma mulher tão diferente da fantasia que criaram gera um antagonismo mental e mobiliza,

Uol Comportamento – outubro/2014

O psiquiatra Luiz Cuschnir, coordenador do Gender Group® do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), comenta que a mulher tem uma vida emocional muito rica e, por conta disso, envolve-se mais facilmente, mesmo que a situação não seja a de sua preferência. “Elas também acreditam mais em promessas e creem que poderá haver mudança do status de amante, se for persistente”, explica.

É importante, entretanto, dizer que um relacionamento extraconjugal pode oferecer grandes momentos de amor e sexo. “O espaço para sentirem o amor de

A Tribuna – outubro/2014

 

“As mulheres colocam as questões amorosas de uma maneira prioritária, como meta de suas vidas. Eles só investem nesse lado com inalidades específicas,ou nos momentos em que eles julgam importantes”.

Luiz Cuschnir, psiquiatra e psicoterapeuta

 

 

 

Ronnie Von e o psiquiatra Luiz Cuschnir discutem sobre quando o amor deixa de ser algo saudável e vira uma doença.

Todo Seu – Gazeta

Roberto Cabrini investiga sérias denúncias envolvendo a violência sexual contra crianças. O documentário especial “Inimigos Íntimos” traz um verdadeiro alerta nacional. Estudos recentes mostram que de cada 10 abusos contra crianças, pelo menos 7 foram praticados por pessoas próximas, familiares ou amigos.

Conexão Repórter – SBT

No passado, o homem não tinha a noção clara da própria insatisfação. Em decorrência disso, morria mais cedo e passava pela vida deprimido, sem procurar ajuda médica. Hoje, está mais consciente do que representa como provedor e amante. Aprendeu a reclamar e já não esconde suas angústias como no passado. Quando aceita que está fraco ou entende que precisa lidar melhor com suas emoções e conflitos, pede ajuda. O super-homem faliu e nasceu um homem de verdade”, Luiz Cuschnir, 64 anos, psiquiatra e coordenador do Gender Group do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo).

Uol Mulher –

A Tribuna

O psiquiatra Luiz Cuschnir, autor de livros como “Os Bastidores do Amor – Sentimentos e Buscas que Invadem Nossos Relacionamentos” e “Por Dentro da Cabeça dos Homens”, afirma que a imagem do casamento é construída de várias maneiras ao longo da vida.

Ele destaca que, se ela cresceu com esse medo, os motivos devem estar relacionados ao que viu e participou dentro e fora de casa. “Fugir do casamento também pode ser uma postura e comportamento em relação à vida, uma opção. Nem sempre é com a característica de medo ou fobia, mas de falta

A Tribuna

Para o psiquiatra e psicoterapeuta Luiz Cuschnir, a convivência pode ajudar a perceber se vale a pena ou não investir em um casamento com o parceiro.

Ele recomenda aos namorados que querem levar a relação para um compromisso mais sério a passarem alguns dias inteiros juntos, a fim de se conhecerem em variadas situações – e não apenas no jantar romântico, na viagem de férias ou final de semana, quando tudo é sempre bacana.

“Procure saber se ambos são compatíveis, inclusive, nas questões mais íntimas. A intimidade revela o que não é percebido antes de

Entrevista concedida para Revista Claudia – 11/08/2014

Revista Claudia – Muitas vezes, a felicidade está associada ao relacionamento amoroso. A busca excessiva por um parceiro afetivo pode atrapalhar a felicidade? Antes de qualquer coisa, para ser feliz num relacionamento, é preciso saber ser sozinho?

Luiz Cuschnir – Há uma noção de que estar sozinho é ser infeliz. Uma das origens desse pensamento é religiosa quando é colocada a importância do homem ter uma companheira associando a razão da vida que Deus criou. Com a evolução das relações criaram-se os conceitos de família implicando numa união que traria os descendentes e