“A mudança nos paradigmas causou um forte abalo no homem. Situações como morte do cônjuge, divórcio e demissão, há cerca de 30 anos, eram as que mais o abalavam; hoje não há muita diferença e sim uma inversão na ordem dos transtornos no que mais o desespera. Atualmente, o homem em geral ainda se sente frágil diante da separação e do desemprego, mas tem se pautado pela mulher, que é muito mais flexível. Isto porque já não pode mais se pautar pelo sexo ou apenas pelo papel de provedor. é preciso abrir os horizontes, pois não só a mulher, mas

“Homens e mulheres poderão ser mais felizes quando puderem viver sem a proteção de estereótipos. Mas as mulheres também precisam deixar de lado ressentimentos que, durante séculos, criaram rivalidades entre os dois sexos.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 2002

“Frente a uma confissão que fuja dos estereótipos da força masculina, eles desconversam, soltam uma piada. Os homens são auto-irônicos, mas raramente dizem “estou com medo” numa roda de amigos.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 2002

“Historicamente, o homem é visto como um opressor que causa sofrimentos e ressentimentos à mulher. Por isso muitas vezes não dizem a elas o que deveriam dizer por medo de magoá-las e reforçar o mito. E, nas raras vezes em que eles se manifestam, as mulheres lhes dão pouca atenção.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 2002

“O homem está mais frustrado que desesperado. Está procurando saídas, mas muitas vezes não percebe que pegou portas erradas, que proporcionam apenas satisfação momentânea, estímulos ao narcisismo e nada mais.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 2002

Folha de São Paulo – janeiro/2002

A chamada crise da masculinidade, antes restrita à intimidade de cada homem, tornou-se pública nos últimos dez anos. Dezenas de estudos de antropólogos, sociólogos e psiquiatras chamaram a atenção para a condição de inferioridade do sexo masculino.

Esses textos têm como referência conquistas feministas e avanços da ciência, como a reprodução “in vitro”.

Os pesquisadores concluíram que o homem contemporâneo está mais deprimido, acuado e sem identidade social em comparação com seus antepassados.

Cada vez mais presentes em todos os campos do cotidiano produtivo, as mulheres hoje não precisam dos homens para funções primordiais

Diário da Região SJ do Rio Preto por Cecília Dionizio – janeiro/2002

Homens perdidos e sem norte. Uma história que se repete a cada esquina. Eles estão desorientados, sem saber como se comportar diante das milhares de mudanças que a sociedade tem imposto com mais e mais rigor nos últimos 30 anos. Afinal, a graça já não está em anunciar que se é macho, mas sim que se é um homem pleno. Fortes, flexíveis e mais do que nunca sensíveis, a exemplo de muitas mulheres. Porém, nem todos sabem como conciliar estes novos papéis que lhe são cobrados.

O advogado

“São os homens que estão à beira de um ataque de nervos e não sabem mais como lidar com as mulheres, atordoados com a revoada feminista, infelizes e vulneráveis. Até porque as mulheres ainda oscilam muito entre querê-los dedicados, supridores, românticos e ao mesmo tempo, não querem ser orientadas, comandadas, solicitadas, dependentes. Querem ter todas as liberdades de ir e vir, mas ao mesmo tempo querem ser tratadas como donzelas, frágeis dignas de preferências por serem mulheres. No meio de todo esse conflito, cada vez mais homens estão se sentindo usados porque não as sentem sinceras, percebem que não estão

“Os homens se tornaram o sexo frágil. Enquanto isso, as mulheres estão cada vez mais egoístas, autocentradas, voltadas para obter sucesso, poder e satisfação. Essa atitude se deve ao fato de elas estarem mais fortalecidas socialmente, economicamente e profissionalmente.”

Nexus – 10 de outubro de 2001

“Em dez tentativas, é possível que o homem falhe pelo menos três vezes. Ele tem de deixar de lado a idéia de que é preciso sempre desempenhar a função de super-homem.”

Folha de São Paulo – 14 de junho de 2001

Salutia – CNN Brasil – por Álvaro Oliveira

A separação é hoje a principal causa de depressão nos homens. O brusco rompimento dos laços com a mulher e os filhos está levando os homens a procurarem com mais freqüência os consultórios psiquiátricos em São Paulo (Brasil).

A constatação é do psicólogo Luiz Cuschnir, do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Nos últimos dois anos, as separações passaram a dividir com o desemprego, até então a maior origem das depressões masculinas, o espaço nos divãs”, afirmou o especialista.

“Em alguns períodos do ano

Revista de psicologia Catharsis – lançamento da publicação “Homens sem Máscaras – Paixões e Segredos dos Homens” – novembro/dezembro de 2000

Conversamos com o Dr. Luiz Cuschnir que é médico, psiquiatra, supervisor e professor do serviço de psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (há 28 anos), coordenador do Gender Group® e do IDEN (Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher). Autor de uma tese inédita sobre o masculismo, que é o estudo sobre os conflitos emocionais do homem. Autor dos livros “O Masculino, Como o

“Os homens foram treinados a demonstrar força acima de qualquer coisa. Quem nunca viu um pai dizer a um filho que homem não chora? A maior queixa dos homens que já se arriscam a fazer um auto-questionamento é que o pai só lhe ensinou a trabalhar com assuntos concretos: sexo, esporte, profissão, política. Conversar sobre emoções ou mesmo demonstrá-las, sempre foi considerado um sinal de fraqueza feminina. Acontece que ninguém deixa de sofrer por decreto. O sujeito finge que está inteiro, mas por dentro ele está aos pedaços. E ainda por cima ensinaram-lhe que ele deveria fingir não só perante

“A mulher não quer alguém com a sensibilidade igual à dela. Não é para perder a identidade, se misturar. Ela espera ouvir desse homem a versão masculina de sua opinião sobre a comida, a roupa, a música.”

Folha de São Paulo – 04 de junho de 2000

“Separação e desemprego, nesta ordem, são os grandes cataclismos na vida de um homem. O desemprego significa que ele fracassou no papel de provedor. De forma similar, a separação é entendida como a incapacidade de manter uma família.”

Editora Ultimato – 12 de abril de 2000

Páginas Amarelas de VEJA por Juliana de Mari- abril/2000

Psiquiatra diz que os homens estão em dúvida sobre o papel masculino e não sabem mais como lidar com as mulheres.

O homem é o sexo frágil. Está obcecado pelo trabalho e assustado com a obrigação de dar prazer à mulher

O psiquiatra paulistano Luiz Cuschnir especializou-se num autêntico vespeiro: a guerra dos sexos. Depois de vinte anos de trabalho, sua conclusão é que os homens se tornaram o sexo frágil. São eles que estão à beira de um ataque de nervos, atordoados com a revoada feminista, infelizes e vulneráveis. Nem

“A maior queixa dos homens que já se arriscaram a fazer um autoquestionamento é que o pai só lhe ensinou a trabalhar com assuntos concretos: sexo, esporte, profissão, política. Conversar sobre emoções, ou mesmo demonstrá-las, sempre foi considerado um sinal de fraqueza, de feminino, pela grande maioria. Acontece que ninguém deixa de sofrer por decreto: o sujeito finge que está inteiro, mas por dentro está aos pedaços. Além disso, ensinaram-lhe que ele deve fingir não só frente às garotas, mas também diante dos amigos. Na verdade, o pai ensinou que emoção é sinal de fraqueza, e a mãe reforçou isso.”

“O fato de eles não atenderem às exigências delas, não significa que não estão mudando. Elas ainda querem controlar a vida social deles ou exigem alguns comportamentos, como falar na hora do sexo, por exemplo, que podem não se adequar ao comportamento masculino, e isso eles realmente não vão fazer, não vão aceitar, mesmo que sejam tachados de pouco românticos ou insensíveis.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 1999

Entrevista concedida a Dagmar Cerpa em 24/4/1998

As mulheres são sem dúvida as que mais se queixam do desencontro entre homens e mulheres e parece que as que na realidade se encontram em maior número, nesta situação, de “sozinhas”.

Homens tendem a se relacionar com mais de uma mulher ao mesmo tempo, no mínimo levando em “banho-maria” algumas pelo menos até se decidirem com qual vão manter um relacionamento mais exclusivo.

As queixas em consultório em geral vêm em forma de uma reclamação, com a falta de local disponível para encontrar ou conhecer homens que acompanham o nivel sócio-cultural das