“Em dez tentativas, é possível que o homem falhe pelo menos três vezes. Ele tem de deixar de lado a idéia de que é preciso sempre desempenhar a função de super-homem.”

Folha de São Paulo – 14 de junho de 2001

Salutia – CNN Brasil – por Álvaro Oliveira

A separação é hoje a principal causa de depressão nos homens. O brusco rompimento dos laços com a mulher e os filhos está levando os homens a procurarem com mais freqüência os consultórios psiquiátricos em São Paulo (Brasil).

A constatação é do psicólogo Luiz Cuschnir, do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Nos últimos dois anos, as separações passaram a dividir com o desemprego, até então a maior origem das depressões masculinas, o espaço nos divãs”, afirmou o especialista.

“Em alguns períodos do ano

Revista de psicologia Catharsis – lançamento da publicação “Homens sem Máscaras – Paixões e Segredos dos Homens” – novembro/dezembro de 2000

Conversamos com o Dr. Luiz Cuschnir que é médico, psiquiatra, supervisor e professor do serviço de psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (há 28 anos), coordenador do Gender Group® e do IDEN (Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher). Autor de uma tese inédita sobre o masculismo, que é o estudo sobre os conflitos emocionais do homem. Autor dos livros “O Masculino, Como o

“Os homens foram treinados a demonstrar força acima de qualquer coisa. Quem nunca viu um pai dizer a um filho que homem não chora? A maior queixa dos homens que já se arriscam a fazer um auto-questionamento é que o pai só lhe ensinou a trabalhar com assuntos concretos: sexo, esporte, profissão, política. Conversar sobre emoções ou mesmo demonstrá-las, sempre foi considerado um sinal de fraqueza feminina. Acontece que ninguém deixa de sofrer por decreto. O sujeito finge que está inteiro, mas por dentro ele está aos pedaços. E ainda por cima ensinaram-lhe que ele deveria fingir não só perante

“A mulher não quer alguém com a sensibilidade igual à dela. Não é para perder a identidade, se misturar. Ela espera ouvir desse homem a versão masculina de sua opinião sobre a comida, a roupa, a música.”

Folha de São Paulo – 04 de junho de 2000

“Separação e desemprego, nesta ordem, são os grandes cataclismos na vida de um homem. O desemprego significa que ele fracassou no papel de provedor. De forma similar, a separação é entendida como a incapacidade de manter uma família.”

Editora Ultimato – 12 de abril de 2000

Páginas Amarelas de VEJA por Juliana de Mari- abril/2000

Psiquiatra diz que os homens estão em dúvida sobre o papel masculino e não sabem mais como lidar com as mulheres.

O homem é o sexo frágil. Está obcecado pelo trabalho e assustado com a obrigação de dar prazer à mulher

O psiquiatra paulistano Luiz Cuschnir especializou-se num autêntico vespeiro: a guerra dos sexos. Depois de vinte anos de trabalho, sua conclusão é que os homens se tornaram o sexo frágil. São eles que estão à beira de um ataque de nervos, atordoados com a revoada feminista, infelizes e vulneráveis. Nem

“A maior queixa dos homens que já se arriscaram a fazer um autoquestionamento é que o pai só lhe ensinou a trabalhar com assuntos concretos: sexo, esporte, profissão, política. Conversar sobre emoções, ou mesmo demonstrá-las, sempre foi considerado um sinal de fraqueza, de feminino, pela grande maioria. Acontece que ninguém deixa de sofrer por decreto: o sujeito finge que está inteiro, mas por dentro está aos pedaços. Além disso, ensinaram-lhe que ele deve fingir não só frente às garotas, mas também diante dos amigos. Na verdade, o pai ensinou que emoção é sinal de fraqueza, e a mãe reforçou isso.”

“O fato de eles não atenderem às exigências delas, não significa que não estão mudando. Elas ainda querem controlar a vida social deles ou exigem alguns comportamentos, como falar na hora do sexo, por exemplo, que podem não se adequar ao comportamento masculino, e isso eles realmente não vão fazer, não vão aceitar, mesmo que sejam tachados de pouco românticos ou insensíveis.”

Folha de São Paulo – 17 de janeiro de 1999

Entrevista concedida a Dagmar Cerpa em 24/4/1998

As mulheres são sem dúvida as que mais se queixam do desencontro entre homens e mulheres e parece que as que na realidade se encontram em maior número, nesta situação, de “sozinhas”.

Homens tendem a se relacionar com mais de uma mulher ao mesmo tempo, no mínimo levando em “banho-maria” algumas pelo menos até se decidirem com qual vão manter um relacionamento mais exclusivo.

As queixas em consultório em geral vêm em forma de uma reclamação, com a falta de local disponível para encontrar ou conhecer homens que acompanham o nivel sócio-cultural das