UOL – Jornalista Sibele Oliveira

17/04/2020

UOL –  O que caracteriza um abuso psicológico ?

Luiz Cuschnir – Há décadas passou-se a falar mais das agressões físicas às mulheres, muito evidenciada pelo movimento feminista que se fortaleceu mais por aqui na década de 80. Com as conquistas do lugar mais reconhecido da mulher na sociedade, busca-se também aspectos mais camuflados da relação dela com o homem e as conquistas sociopolíticas são evidentes como quando das agressões físicas pelas quais ela passa surge bem depois a Lei Maria da Penha. Ampliado o conceito de abuso nos relacionamentos, passa-se a falar mais do

Sibele Oliveira
Colaboração para o VivaBem
17/04/2020 04h00

RESUMO DA NOTÍCIA

  • A violência psicológica traz consequências para a saúde mental e física
  • Ela pode causar problemas como depressão, ansiedade e até pensamentos suicidas
  • Também afeta o corpo provocando alterações no sono, distúrbios alimentares, abuso de álcool e outras substâncias
  • Para se curar dos males causados por uma violência psicológica, o primeiro passo é ter a consciência de que ela está ocorrendo
  • Na maioria das vezes é preciso procurar de profissionais da saúde. Ignorar o sofrimento tende a agravá-lo

Os abusos psicológicos fazem parte de rodas de conversa, são discutidos na mídia, em

Quando se olha pela janela, tem-se uma enorme possibilidade de se proteger e se afastar do que está acontecendo lá fora. Mas não é só isso, essa proteção assim como esse isolamento dá a chance de não se contaminar com o que está a uma certa distância e mais: não se misturar com o que vemos mas não é nosso, do nosso jeito de ser, de pensar, de agir etc. Nessa pergunta temos que refletir sobre o que é a quarentena para todos nós: pode ser muito positiva e muito negativa. O positivo vai para o que podemos aprender com

Quando um jovem pensa que está fadado “pelas regras de uma sociedade cruel a nunca fazer sexo, porque é feio ou constrangido socialmente”, trata-se de um caso clínico com necessidade de terapia?

Essa determinação de estar fadado, dependente ou vitimizado por regras da sociedade, por si só leva a uma dúvida sobre como foram construídas essas crenças. Podem aparecer tanto em relação a sexo quanto a outros temas que pessoas colocam na sociedade o arbítrio de como devem ser. E é claro, em alguma instância sentem-se submetidas a uma crueldade que para ela é sentida mais claramente como abusadas ou

Dependendo das expectativas depositadas na vida a dois, a pessoa fica mais vulnerável à ansiedade e depressão e pode ter até alterações metabólicas

Fernanda Souza e Thiaguinho se separaram após 8 anos de união
Reprodução/Instagram

A atriz Fernanda Souza, 35, e o cantor Thiaguinho, 36, anunciaram a separação na segunda-feira (14), após 8 anos e meio de união. Por meio das redes sociais, o ex-casal explicou o motivo: “Percebemos que nossa relação se transformou numa linda amizade”. E garantiu que seguirá unido “até depois do fim”.

De acordo com o psiquiatra

Notícias.r7 – Jornalista Brenda Marques
Entrevista Concedida – 15/10/2019

R7 – Qual costuma ser a primeiro sentimento de uma pessoa em relação à separação ?

Luiz Cuschnir – Muitas vezes ele é “invisível” …para um deles ou para os dois: a relação está “falindo”, mas não percebem. Pode ser pelas brigas que até estão mais evidentes, mas pode ser pelo desinteresse pelo outro, falta de atração sexual ou pelo “esconderijo” que colocam suas verdadeiras necessidades, às vezes até escondendo de si mesmos.

R7 – Pode-se dizer que nessa situação os envolvidos ficam mais vulneráveis a distúrbios como ansiedade e depressão ?

Denúncia de abuso depende da segurança da mulher em vencer a vergonha

Modo como mulher vai lidar com o trauma depende de sua capacidade de resiliência, que é formada pela qualidade das relações, segundo especialistas

O medo de não ser compreendida leva à demora de denúncia de abuso, segundo os especialistas. E, não tomar uma atitude resolutiva, como fazer uma denúncia ou procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, pode acabar “perpetuando o abuso”, de acordo com o psiquiatra Luiz Cuschnir, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

“Tudo dependerá da segurança