Entrevista na Tribuna Judaica (Joel Rechtman)

Luiz Cuschnir diz que é preciso tolerância e empenho para construir o Shalom Bait

Luiz Cuschnir tem mais de 35 anos de experiência como psiquiatra e psicoterapeuta. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, graduado pela Faculdade de Medicina da USP e especializado em psicodrama, ele é percursor no Brasil do Gender Group, que reúne grupos masculinos e femininos em vivências e debates sobre o que é ser homem ou mulher nos dias de hoje, quando há uma mudança de paradigma no papel de cada um dentro da sociedade e da família.

Nesta

Pode parecer que há um prolongamento na dependência dos filhos, quando se fala do ponto de vista econômico mas por outro lado, há um distanciamento maior, emocional, propiciado pela amplitude que os canais de informação oferecem para a apresentação do que é o mundo para eles. Não é só o progenitor que oferecerá os mais importantes caminhos para esse filho se tornar um homem e essa filha uma mulher. Ele sairá por aí e receberá muito, com uma qualidade distinta ao que um vínculo paterno proporcionaria.

 

Esse distanciamento afeta a relação afetiva, a troca inexistente ou interrompida que propicia

ENTREVISTA A REVISTA CLAUDIA (Gabriela Abreu) 


 

CLAUDIA – Como elas podem aprender de novo a incluir isso na rotina, já que é um outro tempo, os códigos são outros, o que é preciso fazer? Algo bem prático. 


Primeiro se dar conta que há uma mudança real, que mesmo que o desejo existe em manter viva a memoria, a sensação de estar junto com a outra pessoa, isso não é mais verdade. A partir daí começa o tempo de luto, de término emocional, de despedida de uma fase de vida. Para algumas pessoas leva mais tempo, que aliás

Entrevista a Revista Claudia

Gabriela Abreu: 
- Como elas podem aprender de novo a incluir isso na rotina, já que é um outro tempo, os códigos são outros, o que é preciso fazer? Algo bem prático. 


Primeiro se dar conta que há uma mudança real, que mesmo que o desejo existe em manter viva a memoria, a sensação de estar junto com a outra pessoa, isso não é mais verdade. A partir daí começa o tempo de luto, de término emocional, de despedida de uma fase de vida. Para algumas pessoas leva mais tempo, que aliás precisa ser

Entrevista a Marina Oliveira para o site UOL – Mulher

 

*O primeiro ano do casamento é um período decisivo e até sensível para o casal? Por quê?


Com certeza. Em geral ele vem de uma data muito esperada que na verdade se compõe de uma expectativa gerada no tempo que a antecede. Às vezes longos anos, uma parte da existência para o que significa o casamento e o dia em que acontecerá algo muito esperado como uma comemoração muito especial. Isso tudo gera um estresse e como sempre, o pós estresse também responde com emoções relacionadas. Com essa configuração

Site Abílio Diniz – Renata Pessoa – fevereiro/2014

Pergunta: É comum a pessoa impaciente não reconhecer este defeito? Quais os principais sintomas da irritabilidade?

Luiz Cuschnir: Não dá para dizer que é comum mas pode acontecer, mas isso não indica que essa pessoa não aceite de alguém mais próximo, com certo jeito, acessá-la e conseguir mostrar a ela como ela está se comportando. É muito comum eu ver em casais, em fase de reconciliação ou de conflitos intensos entre os dois, que um deles, com mais tranquilidade e no momento certo, conseguirem dizer para

Revista Villa Mariana – 05/2013

Felicidade, amor, trabalho e, talvez o mais importante, liberdade. Como homens e mulheres se satisfazem individualmente e como se relacionam no mundo de hoje? Você sabe?

Conversamos com o doutor Luiz Cuschnir, médico psiquiatra e um dos mais respeitados especialistas brasileiros quando o tema são homens, mulheres, casais e família. Mestre em Psiquiatria pela USP e especializado em Psicodrama em São Paulo, na Argentina e Estados Unidos, Cuschnir é autor de nove livros, consultor de diversos veículos da grande mídia, idealizador e coordenador do Gender Group® do Instituto de

Conversando com Dr. Luiz Cuschnir – Glorinha Cohen

PERGUNTA Dr. Luiz estou em um momento muito difícil da minha vida profissional. Tenho mais de 40 anos e muitas dúvidas quanto ao rumo que devo seguir. Estou adaptado em uma empresa, mas tenho muitas dificuldades em manter as amizades dentro do trabalho na verdade, até fora dele acontece isso. Como a procura pelo autoconhecimento pode ajudar no rendimento profissional?

RESPOSTA Com a necessidade constante de aperfeiçoar a carreira e corresponder às necessidades do ambiente profissional, é difícil que não haja um desgaste pessoal e interferências na vida diária que podem causar grandes danos

Concedida a Mauro Silveira – Revista Época – 07/10/2011

Revista Época: Dr. Cuschnir: o dinheiro tem significados diferentes para o homem e para a mulher? Em caso positivo, por que?

Luiz Cuschnir: Não dá para se dizer que há uma grande diferença como um todo. Particularizar somente pelo gênero seria uma generalização perigosa. Poderíamos indicar algumas tendências que se verificam mais com um ou com outro. Para os homens, a compra de bens materiais como patrimônio ou carro, tem a característica do masculino assim como para mulheres roupas ou jóias indicam o feminino. Ambos hoje em dia pensam em segurança

Revista Claudia com Jaqueline Brender, Carmita Abdo e Luiz Cuschnir

Logo após o parto, o casal vive uma fase de transformação: novos sentimentos se expressam, outros se modificam e diferentes papéis precisam ser experimentados ou repensados. É um momento oportuno para conversar e construir a relação sobre alicerces mas sólidos. A família está crescendo e todos podem se beneficiar com isso. Para ajudar nessa reconstrução, convidamos alguns especialistas para esclarecer dúvidas e dar algumas sugestões sobre como recuperar a libido perdida: Jaqueline Brendler, médica, terapeuta sexual e presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana; Carmita Abdo, médica, professora

Ana Maria: Por que perdoar é tão sofrido?

Luiz Cuschnir: Porque para perdoar é preciso fazer um exercício muito difícil para a maioria das pessoas, que é se colocar no lugar do outro.É preciso rever as expectativas que foram criadas sobre a outra pessoa e aceitar a liberdade que este tem de viver sua vida, sempre tendo em vista que o ser humano é falível e passível de erros. Na maioria das situações, há
uma implicação também de quem está perdoando no caso específico, mesmo que de uma maneira mais sutil, menos direta naquela situação. Para perdoar também é

Concedida para o Jornal da Família – O Globo

Inspirada no programa “Sexo Frágil”

O Globo: Na sua opinião, quais são as mudanças do comportamento masculino que podem gerar conflitos amorosos? Por que as mulheres se irritam com essas mudanças?

Luiz Cuschnir: Homens mais conscientes de suas necessidades, não aceitam tantas cobranças delas, exigências de serem o “super-homem”, estão com menos culpa.

– Homens estão mais auto-suficientes, dependendo menos delas.

– Eles ainda mantêm uma alta exigência nos padrões estéticos, elas se perguntam: “por que ele pode e eu não”, se referindo a uma aparência impecável, e as mulheres ainda

Concedida ao – Diário da Região – S.J. do Rio Preto

Renata Fernandes: Bom, gostaria de saber porque o desafio em terminar uma relação é igual ou maior que o de se casar?

Luiz Cuschnir: Terminar um casamento, além do sonho e ideal que não é atingido, pode significar uma agressão, tanto para o outro da relação como para relações familiares ou sociais que invadem as pessoas. Como escrevo neste último livro “Os Bastidores do Amor” (ed. Alegro), as pessoas muitas vezes são invadidas de regras que acabam cumprindo,
mesmo sem o envolvimento amoroso.

Renata Fernandes: O senhor acredita

Entrevista concedida ao Diário da Região

Fabiano Ferreira: Vivemos dias de muito estresse, sempre com muitas coisas a fazer e prazos apertados. E algumas pessoas têm a tendência de dar peso maior às situações do que elas realmente teriam. Na sua opinião, o que faz uma pessoa transformar a vida num bicho-de-sete-cabeças?

Luiz Cuschnir: Como desenvolvi no meu último livro “Os Bastidores do Amor” (ed. Elsevier – selo Allegro), as pessoas muitas vezes desenvolvem relacionamentos que as invadem, tornando-se sequestradas por eles. Precisam sentirem-se em um estado de alerta constante, contaminadas por situações anteriores de suas vidas. O mesmo pode

Entrevista concedida à ITodas – 14/04/2008

ITodas: Afinal o que é ser maduro nos relacionamentos?

Luiz Cuschnir: Amadurecer é utilizar o já vivido e poder experienciar outras tantas coisas, reiniciar o que ainda precisa ser feito, e conseguir lidar com o que se perdeu.

A maturidade como um todo, é vista hoje como o que se pensava do envelhecimento.

Envelhecer é deixar-se afetar pelo tempo, sem lidar com as transformações da vida real, com o desenvolvimento possível a partir do que já se conhece da vida, das experiências da vida.

Então, envelhecer é ficar velho, mais no sentido de deteriorar

Revista da Folha por Debora Giannini – dezembro 2006

“Não conseguimos conversar, é só gritaria, diz ex.”

Como os diamantes, ex é para sempre. Mas, no segundo caso, mesmo a eternidade de uma vida pode ser uma maldição. Aquele homem com quem você compartilhou tempo e intimidade agora quer te ver pelas costas -ou nem assim. E a namorada para quem você, apaixonado, baixou a guarda, não hesita em tirar partido das fraquezas reveladas em momentos doces.

“Ele/ela virou outra pessoa” é o mantra padrão. Outro mantra comum nesses casos tem a ver com o “aprendizado” que as separações costumam

“O masculismo procura enxergar o homem como um todo, para redefini-lo. Para chegarmos a novos papéis nos quais nos sintamos confortáveis, é preciso um aprendizado. O homem tem uma vida emocional tão rica quanto a mulher, mas é mais restritivo na comunicação dos sentimentos. Isso se deve ao aprendizado por que passou na sociedade e na cultura e à própria reação das mulheres. Hoje são as mulheres que mostram grande dificuldade em ouvir o que o homem tem para dizer, inclusive porque o homem demanda uma abordagem específica de seus sentimentos, pois não trabalha com eles da mesma forma que

“Quem não se renova envelhece mais rapidamente – na carne e na alma. É comum a gente se defender do novo, apegando-se ao passado e a velhos hábitos. Como sabemos, a luta para abandonar tal comportamento é dura. Abrir-se para o novo não é fácil. Mas o prêmio para quem consegue chegar lá costuma compensar o sacrifício. Estar aberto à transformação e à mudança é algo mais arriscado, mas é o melhor atalho para a satisfação, o prazer e a paixão.”

Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios – 6 de outubro de 2004

Marie Claire por Fernanda Dannemann e Marisa Adán Gil – outubro /2002

O psicoterapeuta Luiz Cuschnir, autor do livro “Bastidores do Amor” (Editora Alegro), fala sobre amor, dor, raiva e perdão. “Perdoar alivia, diminui o sofrimento e melhora a qualidade de vida”, diz. “Mas algumas coisas são imperdoáveis. É preciso respeitar os limites de cada um”.

Marie Claire: O que significa perdoar?

Luiz Cuschnir: Perdoar é caminhar através da dor. é aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é: um ser humano e não divino, alguém que pode pisar na bola, pode não cumprir o