“E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE…”
BOM SERIA SE TODOS OS CASAMENTOS NA VIDA REAL FOSSEM SEMPRE TÃO INCRÍVEIS COMO OS DOS FILMES. SÓ QUE FORA DE HOLLYWOOD
A GENTE TEM DIAS BONS, DIAS RUINS E DIAS EM QUE BATE AQUELA VONTADE DE DESISTIR. MAS, ANTES DE JOGAR A TOALHA, QUE TAL PARAR, RESPIRAR FUNDO
E VER SE TEM JEITO DE VIRAR ESSE JOGO?
RAFAELA POLO

AQUELA HISTÓRIA DE QUE O CASAMENTO SÓ TERMINA QUANDO “A MORTE OS SEPARE” NÃO É VERDADE.
Nem todo mundo tem final feliz. De acordo com o IBGE, nos últimos 30

    Entrevista na Tribuna Judaica (Joel Rechtman)

Luiz Cuschnir diz que é preciso tolerância e empenho para construir o Shalom Bait

Luiz Cuschnir tem mais de 35 anos de experiência como psiquiatra e psicoterapeuta. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, graduado pela Faculdade de Medicina da USP e especializado em psicodrama, ele é percursor no Brasil do Gender Group, que reúne grupos masculinos e femininos em vivências e debates sobre o que é ser homem ou mulher nos dias de hoje, quando há uma mudança de paradigma no papel de cada um dentro da sociedade e da família.

Nesta

Uol Mulher – Jornalista Maisa Correia
Entrevista concedida – 03/07/2014

Uol Mulher – O que significa perdoar?
Luiz Cuschnir – Perdoar é caminhar através da dor, aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é. É preciso separar o erro que foi cometido daquilo que é maior naquela pessoa. Ele ou ela cometeu um erro, não é o erro. Implica em olhar maior, mais distante e mais amplamente a situação, tanto em relação ao outro quanto a si mesmo. É retirar o julgamento que culpabiliza e decreta quem é o único responsável por aquilo

Mais do que esquecer ou relevar, a capacidade de perdoar tem a ver com a disposição de aceitar os outros como eles são, reconhecendo que ninguém é perfeito. Analise suas reações e saiba se está, de fato, preparado para fazer isso. O teste foi elaborado com a consultoria de Luiz Cuschnir, psiquiatra pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Uol Mulher – Comportamento

Alexandre Adoni – iG São Paulo | 18/08/2012

Especialistas contextualizam a infidelidade dos famosos e dos mortais

Infidelidade, ao que tudo indica, continua sendo um tremendo assunto. Nos últimos dias, as notícias de que Kristen Stewart havia traído Robert Pattinson e tentava uma reconciliação e de que Giovanna Ewbank havia reatado com Bruno Gagliasso, depois dele supostamente ter “pulada a cerca”, inundaram os jornais e revistas de fofocas.

Perdoa não perdoa? Traiu ou não traiu? Faz as pazes ou não? Homem pode trair, mulher não? Ou vice-versa? O Delas foi conversar com

Vanessa Vieira: Do ponto de vista da psicoterapia, a caridade – tão defendida pela religião para uma “evolução espiritual” – tem um poder benéfico para quem a pratica?

Luiz Cuschnir: Sim, quando a caridade é praticada como um movimento espontâneo, ela demonstra um sentimento nobre e exclusivo do ser humano. A expressão deste sentimento é acompanhada de um profundo bem estar, uma sensação intuitiva de que se está fazendo a coisa certa, reforçada por sensações de alegria e paz interior. Quando emergem tais sentimentos, podemos ter a certeza de que aquilo que foi praticado realmente possui um poder benéfico, capaz

Entrevista concedida à revista Poderosa

Carol Brandão: Você perdoaria uma traição?

Entrevistamos 13 homens e tivemos o seguinte resultado:

8 – não

3 – sim

2 – depende

Gostaria que o senhor, na medida do possível, nos ajudasse a avaliar as respostas.

Luiz Cuschnir: Como a amostragem é muito pequena, não posso utilizá-la como estatística válida. Homens tem uma tendência maior a não aceitarem a traição de uma mulher por vários fatores. Encontramos traços de um machismo arraigado onde ele se sente passado para trás. Há um outro fator que é a comparação com outro homem que pode ser ameaçadora

Ana Maria: Por que perdoar é tão sofrido?

Luiz Cuschnir: Porque para perdoar é preciso fazer um exercício muito difícil para a maioria das pessoas, que é se colocar no lugar do outro.É preciso rever as expectativas que foram criadas sobre a outra pessoa e aceitar a liberdade que este tem de viver sua vida, sempre tendo em vista que o ser humano é falível e passível de erros. Na maioria das situações, há
uma implicação também de quem está perdoando no caso específico, mesmo que de uma maneira mais sutil, menos direta naquela situação. Para perdoar também é

Concedida ao – Diário da Região – S.J. do Rio Preto

Renata Fernandes: Bom, gostaria de saber porque o desafio em terminar uma relação é igual ou maior que o de se casar?

Luiz Cuschnir: Terminar um casamento, além do sonho e ideal que não é atingido, pode significar uma agressão, tanto para o outro da relação como para relações familiares ou sociais que invadem as pessoas. Como escrevo neste último livro “Os Bastidores do Amor” (ed. Alegro), as pessoas muitas vezes são invadidas de regras que acabam cumprindo,
mesmo sem o envolvimento amoroso.

Renata Fernandes: O senhor acredita

Artigo Inédito – Luiz Cuschnir

Perdoar é caminhar através da dor.

é aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é:

Um ser humano e não divino, alguém que pode pisar na bola.

Pode não cumprir o que se espera dele. Para perdoar é fundamental enxergar o outro como um todo.

é preciso separar o erro que foi cometido daquilo que é maior naquela pessoa.

Ele cometeu um erro, nao é o erro.

A capacidade de perdoar nao é um talento nato,

é uma coisa que você desenvolveao longo da vida.

Quanto mais madura a pessoa

Programa Inês de Castro – Bandnews – 07/2011

Inês de Castro: Almas gêmeas (que “milagre” é esse que acontece no encontro? É sorte encontrar uma dessas? É casualidade ou é disposição? Como se identifica o par ideal? Como abandonar a crença de que, se não for um par perfeito não vale à pena? O que é melhor, relações simétricas ou assimétricas? Para quê ter uma relação se sozinho tem mais liberdade? O quê se ganha com um relacionamento estável?

Luiz Cuschnir: Não dá para se dizer que a alma gêmea dura para sempre, se gêmea quiser dizer “ideal”. A melhor

Marie Claire por Fernanda Dannemann e Marisa Adán Gil – outubro /2002

O psicoterapeuta Luiz Cuschnir, autor do livro “Bastidores do Amor” (Editora Alegro), fala sobre amor, dor, raiva e perdão. “Perdoar alivia, diminui o sofrimento e melhora a qualidade de vida”, diz. “Mas algumas coisas são imperdoáveis. É preciso respeitar os limites de cada um”.

Marie Claire: O que significa perdoar?

Luiz Cuschnir: Perdoar é caminhar através da dor. é aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é: um ser humano e não divino, alguém que pode pisar na bola, pode não cumprir o