Sexo e Tecnologia

Artigo Inédito – Luiz Cuschnir

É impressionante a rapidez com que tudo hoje em dia se desenvolve! A comunicação via satélite nos traz informações das áreas mais remotas do espaço em tempo real, a Internet nos liga com o Mundo todo em poucos segundos, aviões que percorrem distâncias com até três vezes a velocidade do som, tem até plantas trangênicas que crescem duas vezes mais rápido do que as naturais.

Toda esta velocidade já está embutida nas pessoas que estão em contato com esta tecnologia. É preciso andar logo, falar rápido, ter antes que acabe ou já esteja ultrapassado. É… esses conceitos chegaram até na cama das pessoas modernas. Nunca se viu tanto homem reclamando de problemas de ejaculação precoce, e por incrível que pareça, quando vai se consultar a mulher, ela geralmente não reclama deste problema, mas sim da falta de carinho e atenção por parte deste homem. As conversas são muito rápidas e superficiais, é o tempo sem quantidade e sem qualidade. Com tantas informações para organizar ao mesmo tempo , o homem moderno fica sem espaço para as relações profundas, que exigem dedicação, tanto com seus amigos (quando consegue ter amigos), quanto com seus familiares e consigo mesmo.

Até as crianças estão se sexualizando com uma rapidez que está preocupando toda a sociedade. Nos EUA uma estrela dos filmes pornôs está fazendo um papel em um filme infantil. Sinal de falta de discernimento e confusão de valores.

Parece que as descobertas que estão sendo feitas, estão ficando maiores do que a capacidade que os homens tem de absorvê-las, pelo menos em um nível racional.

Nestes tempos de fartura de informações, muitos excessos estão sendo cometidos, seja pela rapidez ou pelo exagero do uso da racionalidade, o homem está cada vez mais frio, necessitando completar um vazio existencial que o faz consumir sexo como nunca se viu antes.

Mas embora a quantidade seja muita, a satisfação é pouca e fugaz, e só tem gerado mais insatisfação.

Está na hora de começar uma evolução dos valores morais e altruístas do ser humano, para que assim consigamos equilibrar os prazeres gerados pela tecnologia e pelo contato físico.

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