Conversando com Dr. Luiz Cuschnir – Glorinha Cohen

Novembro/2014

 

Estimado Dr. Luiz creio que já lhe falei que não faço terapia. Sou analisada e me reconheço através dos seus livros. Neste último, conforme a leitura evoluía, ia me perguntando onde e quando o Luiz se encontrou com meu marido para saber tudo sobre ele e descrevê-lo tão perfeitamente? Também fiquei abismada com a estupidez das mulheres. Ora, se “os homens são tão carentes de serem cuidadores quanto elas de serem cuidadas”, por que não surge daí um “clima amistoso”? A sua resposta talvez fosse: “os dois vivem em mundos com expectativas totalmente diferentes”. Mas a minha resposta é: as mulheres são muito burras. Ainda estão com ciúmes do futebol e dos amigos? Para usar uma expressão sua, isso está “um pouco empoeirado”.

Permita-me lhe mostrar um ponto que não concordo. Não engulo esta frase: “fidelidade não tem nada a ver com amor”. Que mané parque de diversão é esse? Creio que, depois dessa minha ressalva, você me enquadrará naquelas estúpidas acima mencionadas. Não fujo do meu gênero. Grande abraço e até nossa próxima consulta, ou seja, seu próximo livro.

Luiz Cuschnir – Finalmente consigo lhe responder esse email tão legal que você me enviou sobre este meu livro “Por Dentro da Cabeça dos Homens”.

Sabe que muitas vezes escrevo sobre situações que vejo na minha clínica, que estudo há tantos anos e, quando elas coincidem com um público maior que como é no teu caso, percebo como o meu trabalho pode ajudar muita gente. Pessoas que nunca conhecerei, mas que me escutarão de alguma forma. Quanto mais publico, mais amplio essa oportunidade das pessoas conhecerem mais o que se passa na vida delas. Assim elas adquirem instrumentos que as possibilitam lidar melhor com o que têm, e quem sabe querem transformar.

Como você fala é por aqui que você se percebe em terapia, volta a se analisar, quando vê o que acontece com você, tanto com o que concorda como o que não concorda no conteúdo do livro. Escrevo o que percebo no mundo masculino e não o que as mulheres gostariam que estivesse acontecendo. Sempre procuro deixar claro que o que exponho é o que estudo e não necessariamente é o que concordo. Esse é o meu trabalho, como psicoterapeuta e, agora, como escritor de onze livros.

Obrigado pelo privilégio de te dar algo que te ajuda.