Contar ou não contar?

Revista Marie Claire Fevereiro/2015

Quando você flagra o parceiro de uma pessoa querida pulando a cerca, tem a obrigação de interferir ou o direito de fazer vista grossa para preservar a felicidade do casal? Conversamos com quem passou por isso – ou estudou o caso – para saber quando é hora de agir.

Qualquer decisão a ser tomada pode ferir sentomentos – os dela e os seus. De tão mergulhada no romance, sua amiga pode não acreditar no alerta – e, então, o elo de confiançã que as unia se romperia para sempre. Se optar por não falar nada e ela descobrir por outros meios, você corre o risco de ser acusada por omissão.

Como explicar o fato de não ter dado o toque antes?

O psiquiatra Luiz Cuschnir, autor do livro “Os Bastidores do Amor”( Alegro, 240 págs.,), diz que são grandes as chances de a amiga aceitar se aviso como preocupação vinda de alguém que zela por ela. “Por outro lado, pode desconfiar que há embutidos nesse alerta sentimentos como inveja, invasão e, assim, acabar se afastando”.

O psiquiatra Luiz Cuschnir prefere não indicar o melhor caminho a seguir. Independentemente se a decisão for contar ou não a verdade, a questão deve ser analisada caso a caso, com intuição e bom senso. ” Primeiro é necessário avaliar o quão profunda é a amizade para colocá-la em uma situação de risco como essa. Também é necessário saber exatamente em que pontos e o quanto aquele namorado ou marido está prejudicando a parceira. Caso o caminho a seguir seja o de avisá-la, avalie qual a maneira mais delicada de fazer isso.

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